[
    {
        "title": "Conflitos envolvendo povos indígenas no Oeste do Paraná",
        "noticia": "A região oeste do Paraná enfrenta uma série de conflitos envolvendo o povo Avá-Guarani, especialmente na Terra Indígena Guasu Guavirá. A falta de demarcação definitiva da terra tem intensificado tensões, levando a casos de ameaças, violência e disputas territoriais. Em julho de 2025, um jovem indígena foi encontrado morto e decapitado, episódio que marcou um dos momentos mais graves dos conflitos. Comunidades relatam ataques com tratores, tiros, agrotóxicos e agressões, colocando famílias e crianças em constante risco. Apesar da Terra Indígena ter sido delimitada pela Funai em 2018, fazendeiros e grileiros ainda ocupam grandes áreas. Para tentar conter a violência, órgãos federais reforçaram equipes na região com o objetivo de monitorar e mediar a crise.",
        "link": {
            "title": "Acesse a reportagem completa no G1",
            "url": "https:\/\/g1.globo.com\/pr\/oeste-sudoeste\/noticia\/2025\/08\/23\/negociacoes-ameacas-e-violencia-entenda-os-conflitos-envolvendo-povos-indigenas-no-oeste-do-parana.ghtml"
        }
    },
    {
        "title": "Agronegócio ocupa mais de 60% de terra indígena no Paraná",
        "noticia": "Um estudo da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY) revela que mais de 60% do território reivindicado da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá está tomado por monoculturas como soja, milho e eucalipto. Enquanto isso, os Guarani possuem acesso a menos de 2% da área para plantar e viver. Muitas lavouras estão localizadas a poucos metros das casas indígenas, expondo as comunidades a contaminação por agrotóxicos, perda de animais, destruição da biodiversidade e insegurança alimentar. O relatório aponta que a ocupação intensiva do agronegócio agrava vulnerabilidades sociais: há casos de fome, dependência de doações, redução de territórios de caça e pesca e forte impacto na saúde das famílias indígenas.",
        "link": {
            "title": "Leia a matéria completa no Projeto Colabora",
            "url": "https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods10\/monoculturas-ocupam-60-de-terra-indigena-no-parana"
        }
    },
    {
        "title": "Monoculturas avançam sobre territórios Avá-Guarani no Paraná",
        "noticia": "Outro levantamento destaca que o avanço das monoculturas não só reduz drasticamente o espaço para práticas tradicionais indígenas, mas também compromete áreas sagradas, fontes de água e locais de preservação ambiental essenciais ao modo de vida Guarani. A substituição da mata nativa por soja, milho e pastagens intensifica a erosão do solo, a diminuição da fauna e da flora e o desequilíbrio ambiental na região. O estudo reforça que a demarcação das terras é urgente para garantir a sobrevivência cultural, física e espiritual das comunidades. Líderes Guarani alertam que, enquanto a demarcação não ocorre, violências, ameaças e pressões econômicas continuam crescendo, colocando em risco toda a estrutura comunitária.",
        "link": {
            "title": "Leia a reportagem detalhada no Projeto Colabora",
            "url": "https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods10\/monoculturas-ocupam-60-de-terra-indigena-no-parana"
        }
    },
    {
        "title": "Cinco indígenas são baleados em conflito por terras no Paraná",
        "noticia": "Um ataque a indígenas  Avá-Guarani durante disputa de terra na comunidade Tekoha Guasu Guavirá, entre Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, deixou cinco pessoas feridas, incluindo duas crianças, na noite desta sexta-feira (3), segundo o cacique Ilson Soares.\nEste é o quarto ataque sofrido pela comunidade nos últimos sete dias, intensificando o clima de tensão na região. Segundo relatos de lideranças indígenas, eles foram cercados por pistoleiros, resultando em ferimentos graves, como uma criança atingida na perna, um jovem baleado nas costas e outro com ferimento no maxilar causado por munição de grosso calibre.\nDe todos os feridos, há informações de que três indígenas foram levados ao hospital Bom Jesus de Toledo (PR), enquanto o indígena ferido no maxilar precisou ser encaminhado para Cascavel.\n\nOs ataques anteriores, no final de dezembro do ano passado, haviam deixado outros feridos e resultado em incêndios de barracos e plantações, desabrigando as famílias e causando falta de alimentos e água potável.\nA comunidade denuncia descaso das autoridades e questiona a minimização dos ataques, que têm sido tratados como \"rojões\" por membros da Força Nacional.\n\nEm resposta à escalada de violência, o Ministério da Justiça determinou o aumento de 50% no efetivo da Força Nacional de Segurança Pública na área, com reforços totalmente operacionais neste sábado (4). Para a Força Nacional, foram apenas 4 feridos.\n\nA Polícia Federal conduz as investigações para identificar os autores dos disparos, com apoio da Polícia Militar do Paraná e da Força Nacional. A área está sob vigilância contínua, com equipes de prontidão e sobreaviso acionadas para reforçar o patrulhamento e garantir a segurança dos indígenas.\n\nA Guarda Municipal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também estão apoiando as ações de proteção e monitoramento.\nO MJSP reafirma o compromisso com a mediação pacífica e a prevenção de conflitos, buscando restabelecer a ordem e adotar medidas preventivas para evitar a escalada de tensões.\n\nO conflito na região é histórico, decorrente da reivindicação dos indígenas por terras que teriam sido alagadas durante a construção da Usina de Itaipu e que não passaram por processo de demarcação. Agricultores também reivindicam direito à área.\n\nEntenda o conflito\n\nAs comunidades indígenas Avá-Guarani, distribuídas em 14 aldeias na terra Tekoha Guasu Guavirá e 10 aldeias na área Tekoha Guasu Okoy Jakutinga, no oeste do Paraná, enfrentam um histórico conflito territorial, segundo relatório da Comissão Guarani Yvyrupa.\n\nApesar de ocuparem áreas que não foram submersas pela Usina de Itaipu, durante o processo de construção nos 70, essas terras foram convertidas em lavouras para produção agrícola, perpetuando a vulnerabilidade das comunidades.\nA falta de reconhecimento dessas terras pelo Estado e a oposição de setores políticos e econômicos, especialmente do setor ruralista, intensificam os conflitos e as violações de direitos humanos e territoriais dos povos indígenas na região, aponta o documento.",
        "link": {
            "title": "Acesse a reportagem completa na CNN Brasil",
            "url": "https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/sul\/pr\/cinco-indigenas-sao-baleados-em-conflito-por-terras-no-parana\/"
        }
    },
    {
        "title": "Novo ataque no Paraná deixa mais quatro indígenas feridos",
        "noticia": "O povo avá-guarani da Terra Indígena (TI) Tekoha Guasu Guavirá, localizada entre Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, voltou a sofrer ataques durante a noite dessa sexta-feira (3). Quatro indígenas ficaram feridos e precisaram ser encaminhados ao hospital Bom Jesus de Toledo, a cerca de 100 quilômetros de distância do local.\n\nA Polícia Federal confirmou a ocorrência de crime por meio de nota e afirmou que forças de segurança pública federais, estaduais e municipais estiveram no local para evitar a ocorrência de novos episódios de violência. “Por volta das 21 horas, foram realizados disparos em direção à comunidade indígena instalada próximo ao bairro Eletrosul”, informou.\n\nDe acordo com o comunicado, as investigações para apurar autoria e responsabilidade criminal dos envolvidos tiveram início ainda na sexta-feira e, na manhã deste sábado (4), peritos criminais federais colheram provas no local.\n\nDurante os ataques a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) publicou um pedido de ajuda urgente em que solicitava às autoridades medidas cabíveis e punição dos criminosos. A nota também relatava as mensagens enviadas pelas lideranças avá-guarani à organização: “estamos cercados nesse momento” “está havendo tiros por todos os lados”, descreveu.\n\nO Ministério dos Povos Indígenas (MPI) condenou os atos de violência que têm ocorrido de forma reiterada na região, desde o fim de dezembro de 2024.\n\n“O MPI acompanha a situação junto aos indígenas por meio do seu Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas e está em diálogo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para a investigação imediata dos grupos armados que atuam na região”, informou.\n\nSegundo denúncias do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), desde o dia 29 de dezembro de 2024, o local tem sido alvo de ações violentas que resultaram em um indígena baleado no braço, no dia 31, e outra indígena queimada no pescoço, no dia 30.\n\nReforço\n\nDe acordo com o MPI foi solicitado o aumento de efetivo da Força Nacional na região dos conflitos, com base na portaria 812\/2024 que já havia autorizado a presença dos agentes na região. Segundo a Apib, os ataques demonstram que o efetivo presente não é suficiente. “Mesmo com a presença da Força Nacional da Região os ataques continuam!”, reforça o pedido de ajuda.\n\nA reportagem da Agência Brasil solicitou o posicionamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o reforço da Força Nacional no local e aguarda retorno.",
        "link": {
            "title": "Acesse a reportagem completa em Agência Brasil",
            "url": "https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-01\/novo-ataque-no-parana-deixa-mais-quatro-indigenas-feridos"
        }
    },
    {
        "title": "Agronegócio já avançou sobre 60% de Terra Indígena no Paraná, mostra estudo",
        "noticia": "Cercado por grandes plantações de soja e de milho – algumas delas a apenas dois metros de suas casas –, o Povo Avá-Guarani, da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná, não consegue desenvolver suas atividades tradicionais de subsistência. Os animais que criam são mortos pelos agrotóxicos aplicados nesses cultivos. Sem ter o que comer, muitas famílias indígenas só conseguem sobreviver dos restos de alimentos que recolhem em um lixão da cidade de Guaíra.\n\nA trágica cena ilustra um efeito da falta de demarcação de territórios indígenas. Sem esse direito garantido, os Avá-Guarani estão vendo 60% da terra que reivindicam ser dominada pelo agronegócio. É o que mostra um estudo realizado pela Comissão Guarani Yvyrupa, que reúne comunidades Guarani de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, relata a colunista Mônica Bergamo, da Folha.\n\nSegundo o levantamento, os indígenas dispõem de apenas 1,13% da TI Tekoha Guasu Guavirá. Com 24 mil hectares nos municípios de Guaíra, Terra Roxa e Altônia, o território foi reconhecido em 2018 pela FUNAI, mas o processo foi anulado sob o governo anterior. Na última semana, a FUNAI reverteu a anulação, mas o processo de demarcação segue suspenso por decisões liminares da Justiça Federal.\n\n“São frequentes os momentos em que famílias Avá-Guarani passam fome ou estão na iminência de situações de fome”, diz o estudo.\n\nAlém disso, a TI agora sofre avanço da monocultura de eucalipto, ocupando 680 hectares, um salto enorme desde 2010.\n\nO estudo também reforça a necessidade urgente de demarcação e a criação da Comissão Nacional Indígena da Verdade, para apurar violações cometidas contra povos indígenas, inclusive durante a ditadura militar.\n\nEm Santa Catarina, o Povo Xokleng vive situação semelhante, com ameaças de morte, agressões e racismo na cidade de Rio do Oeste, inflamadas por autoridades locais.\n",
        "link": {
            "title": "Acesse a reportagem completa em ClimaInfo",
            "url": "https:\/\/climainfo.org.br\/2023\/04\/27\/agronegocio-ja-avancou-sobre-60-de-terra-indigena-no-parana-mostra-estudo\/"
        }
    }
]